O estado novamente vem se envolvendo em assuntos privados, e como sempre, faz o que sabe fazer de melhor, usa da autoridade para determinar ações no mercado.
A intervenção do momento é a disputa entre os aeroportos Galeão e Santos Dumont.
Ultimamente os governantes municipais e estaduais vem questionando o abandono ao Aeroporto do Galeão e a utilização excessiva do Santos Dumont. Apelam ao Governo Federal para que alguma atitude seja tomada. Acreditam que o Galeão tem suas qualidades (eu acredito que tenha mesmo, me sinto muito seguro ao pousar ou decolar na pista de 4 mil metros do Galeão do que na de 1.300 do Santos Dumont) e querem fazer com que todos aceitem essas qualidades. Vivem sua realidade a parte, e quando essa realidade não é apoiada pelos outros, eles impõem elas.
O governo acredita que consegue oferecer a melhor solução, no entanto, é importante reconhecer os limites do papel governamental e considerar os possíveis efeitos negativos que podem surgir.
Esse envolvimento governamental passa a depender principalmente de interesses políticos, o que pode atrasar projetos e impedir a rápida adaptação às demandas do mercado.
É óbvio que o Galeão não é a primeira opção para voos, o fluxo de passageiros diminuiu consideravelmente nos últimos anos, enquanto o Santos Dumont opera na capacidade máxima.
O primeiro passo deveria ser tentar entender o motivo.
Companhias aéreas pararam de oferecer voos lá por não ter demanda de passageiros ou passageiros pararam de voar lá por não ter ofertas de voos?
Se o galeão realmente quer crescer é necessário responder a esta pergunta e trabalhar para uma solução.
Se não tem demanda de passageiros, é buscar entender o que o passageiro prioriza e oferecer isso a ele.
Se não tem oferta de voo, é sentar com as companhias aéreas e chegar a uma solução boa para ambos.
Mas como é mais fácil usar da autoridade, optaram por isso.
Na minha opinião, o Galeão tem duas dificuldades principais como a mobilidade e a segurança.
A falta de um transporte como metrô ou outro meio de transporte rápido e com o mínimo de conforto, deixa a população dependente de ônibus e meios privados.
Outra dificuldade é a segurança, apesar de a linha vermelha ser uma via expressa, ela corta regiões dominadas por organizações criminosas, o que é sempre um fator de risco.
É necessário buscar soluções sólidas a longo prazo para que os dois aeroportos operem fortemente e não medidas autoritárias de restrição.
A intervenção estatal gera distorções na concorrência. Ao intervir na disputa, vão criar condições favoráveis para um em detrimento do outro, prejudicando a livre concorrência e a escolha dos consumidores, hoje os consumidores podem escolher seu aeroporto de preferência para deixar o Rio, de acordo seus gostos pessoais ou valores de passagens, quando iniciar a medida, terá somente uma escolha. Essa interferência pode resultar em um mercado desequilibrado, com impactos negativos para a qualidade dos serviços oferecidos e para os preços praticados.
Outro ponto importante a considerar é a possibilidade de dependência excessiva do governo. Quando o Estado intervém, pode haver uma tendência de depender exclusivamente das decisões governamentais, em vez de promover a inovação e a autonomia dos envolvidos. Isso pode limitar o potencial de crescimento e a capacidade de adaptação dos aeroportos às demandas em constante evolução.
A livre concorrência é benéfica e intervenção estatal é desnecessária!
Deixe aqui uma pequena introdução sobre estado mínimo:
O estado mínimo é um conceito político e econômico que defende a redução do tamanho e da intervenção estatal na sociedade. Ele enfatiza a importância da proteção dos direitos individuais, da propriedade privada e do livre mercado como meios para promover o bem-estar e o desenvolvimento social.
Quando o Estado interfere excessivamente na economia e na vida dos cidadãos, ele acaba por criar distorções, ineficiências e restrições à liberdade individual. O Estado deve ter um papel limitado na vida das pessoas. A intervenção estatal excessiva pode levar a ineficiências econômicas, burocracia excessiva, corrupção e restrições à liberdade individual.
Por Lucas Mendes
Deixe um comentário